quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cadê o final feliz?

Todas as histórias começam com “Era uma vez”, mas essa aconteceu por acaso. E como se sabe no acaso não existe essa coisa de “ era uma vez” e muito menos de principes encantados, mas existe o final feliz que talvez essa história não tenha.

Revirando o baú das recordações não encontrei nada de útil, que pudesse me ajudar na descrição dessa personagem. Revirei os álbuns de fotos, aquelas fotos que você guarda porque de algum modo elas representam algo pra você? Então, também não encontrei nada.

Percebi que estava muito dificil encontrar algo, que me fizesse compor essa personagem. A memória é traiçoeira e por isso, havia decidido não consultá-la  até o momento. Não tinha outra saída, era necessário relembrar, mas era tão ruim que diversas vezes resolvi deixar o assunto de lado.

Juntando todas as forças, relembrei todas os momentos de alegria, cumplicidade, carinho, afeto que existiam nessa história em comum com todas as outras histórias. Depois de lembrar risadas gostosas, abraços apertados, troca de olhares, veio a hora de recordar as brigas, as desavenças, os gritos, as mágoas, os dias de chuva solitários, as noites mal dormidas, os dias que o telefone não tocava, os maus tratos, as humilhações, enfim coisas que não se contam nos contos de fadas.

Estranho que não encontrei o final feliz dessa história. Será o que perdi? Ou nunca o achei? Após muita reflexão, desisti de encontrar o final, embora saiba que essa história irá marcar eternamente, não pelas brigas, nem pelos dias de sol, mas pelo simples olhar trocado a primeira vez pelo inexplicavel casal. Como explicar o inexplicável? Isso eu já não sei, apenas compreendo que mesmo sem final feliz, as histórias podem ter um recomeço.

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domingo, 24 de maio de 2009

O Rei, a Raposa, o Rouxinol e o dia do Sim.

Era mais um dia comum na floresta. O Rei repousava sua juba a sombra de uma árvore quando ouviu uma conversa do Macaco com a Girafa:
- Eles vão mesmo se casar – disse o macaco.
- Mas que coisa mais esquisita! - Completou a Girafa.
Como não houve maiores comentários, o Leão sentiu-se obrigado a intrometer-se na conversa e averiguar de vez sobre quem falavam, afinal, se alguém quisesse se casar na sua floresta, o Rei precisava saber.
- Ora! Então não viu os convites, Majestade? Estão por todas as árvores!
Olhando para cima, o Leão leu:


“Juntos, não há estrelas que não possamos alcançar, nem sonhos que não possamos realizar”
Raposa e Rouxinol
Convidam a todos para a linda festa do SIM, que acontecerá nesta Floresta no primeiro dia de primavera...


- Não pode ser! A Raposa e o Rouxinol pretendem se casar?
- Por que não, majestade? – perguntou a Girafa, assustada e curiosa.
- Por quê? Oras! Porque desde a Arca de Noé que é cada macaco no seu galho!
Atordoado, o Rei retirou-se. Precisava impedir tal despautério.
Depois de sua saída, a Girafa:
- Tadinho do Rei, pareceu nervoso.
- Que nervoso que nada! (completou o Macaco) Isso é medo!
- Medo de quê, criatura divina?
- Deus me livre de fofoca - falou batendo a mão nas bochechas alternadamente- mas ouvi dizer que o casamento dele não vai muito bem... Anda cismado em perder a realeza, porque a Leoa, embora da mesma espécie, é muito diferente dele...

Ele sempre teve medo
Dos raios da chuva
E ela sempre teve medo
Dos pingos do sol
E ele sempre teve medo
Do sol, da chuva
Do casamento da raposa com o rouxinol
E ele sempre teve medo
De abrir a boca
Ela sempre teve medo
De perder a voz
Ele sempre teve medo
De mirar a mesa
Quebrar a louça
E não poder voltar atrás (1)

Quando o Macaco terminou, a Girafa deu de ombros, ou melhor, teria dado de ombros caso tivesse um, e foi-se embora.
No dia enfim em que as flores apareceram, a bicharada reuniu-se próxima ao lago da Floresta esperando a chegada dos noivos. Primeiro veio o Rouxinol, muito delicado e bem vestido, pousou sobre a pedra e aguardou o apontar de sua noiva.
Quando a Raposa apareceu, o Rouxinol soprou suave seu lindo canto e a Raposa seguiu a voz de seu querido. Todos ficaram emocionados com aquela cena. Todos, menos o Leão que aguardava o momento certo para o “ataque”.
A Lebre comandava a cerimônia o mais rápido que podia temendo a interrupção do Rei, mas logo na hora em que perguntava

- Sr. Rouxinol e Sra. Raposa, é de livre e espontânea vontade que pretendem unir suas espécies neste dia de primavera?
O Rei foi mais ágil que o “SIM” dos noivos e rugiu:
- Arrrrrrghhhhh!
Daí foi a maior correria: era bicho que voa pulando na água, era bicho peludo tentando voar; e o Rei cheio de autoridade:
- Esse casamento não pode acontecer! Pense bem dona Raposa: você é ágil, forte e grande, o que pode querer com o Rouxinol, uma minúscula ave que só pode mesmo cantar?
O Rouxinol e a Raposa não disseram que “não”. Apenas se olharam. O Rei continuou:
- Rouxinol... Você voa! Pode ganhar o mundo! Como ficar preso a terra com uma Raposa?
A Raposa e o Rouxinol não disseram que “sim”. Apenas se entreolharam, e o Leão esbravejou:
- Não adianta! Eu ainda sou o Rei da Floresta e enquanto juba eu tiver, vocês não casam! Eu sou o Rei e decido as leis por aqui! Continua tudo igual, continua cada bicho em seu lugar!
Dizendo isso, saiu.
Todos saíram.
Menos os noivos que ficaram se olhando, buscando o entendimento para tanta ira.
Não encontraram respostas.
Não legitimaram seu “SIM” naquela tarde de primavera.
Não souberam que o Rei era metido, mas sabia das coisas.
Sim. Ele sabia que daquela união poderia nascer um animal forte como a Raposa e encantador como o Rouxinol...
O Leão sabia que isso podia acontecer e teve medo.
Teve medo do novo.
Teve medo de novo.
Teve medo do sol e da chuva.
Teve medo do casamento da Raposa com o Rouxinol.

Moral da História: Quando o Leão é medroso, Raposa e o Rouxinol namoram, mas não dizem SIM.



* (1) O Casamento da Raposa com o Rouxinol, composição de Alceu Valença.

By : Clara Rohem ^^ no rol das melhores amigas

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Quase um conto de fadas...

Quem nunca ouviu uma palavra e achou q fosse sincera? Quem nunca pensou que quando duas pessoas se gostam, elas precisam ficar juntas? Enfim, quem nunca pensou estar vivendo um conto de fadas e descobrir-se num pesadelo?
É dessas histórias que procuro fugir, não entender, nem explicar apenas sentir. Sentimento ruim que aflige a alma e magoa pessoas que não queremos machucar mas por fim é isso q fazemos. Por que é tão dificil ficar distante dos problemas, se eles não te procuram tanto assim? Por que correr atrás da felicidade se ela mesma não quer te alcançar? São tantas perguntas e nenhuma resposta...
Talvez eu precise de ajuda, ou ao menos colocar minha cabeça no lugar... Eu preciso de um único instante pra saber se é verídico ou não... Eu preciso Viver....

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Salve Jorge.!


Oração

Chagas abertas, Sagrado Coração todo amor e bondade, o sangue do meu Senhor Jesus Cristo, no corpo meu se derrame hoje e sempre.
Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me exerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal.
Armas de fogo o meu corpo não o alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrarem.
Jesus Cristome proteja e me defenda com o poder de sua Santa e Divina Graça, a Virgem Maria de Na
zaré, me cubra com o seu Sagrado e divino manto, me protegendo em todas minhas dores e aflições, e Deus com a sua Divina Misericórdia e grande poder, seja meu defensor, contra as maldades de perseguições dos meus inimigos, e o glorioso São Jorge, em nome de Deus, em nome de Maria de Nazaré, e em nome da falange do Divino Espírito Santo, me estenda o seu escudo e as suas poderosas anulas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, do poder dos meus inimigos carnaise espirituais e de todas sua más influências, e que debaixo das patas de seu fiel ginete, meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós, sem se atreverema ter um olhar sequer que me possa prejudicar.
Assim seja com o poder de Deus e de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
Amém.

domingo, 19 de abril de 2009

Ainda com Renato Russo...

Quando Renato Russo escreve nem tenho como dizer nadaa...

Só por Hoje

Legião Urbana


Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu espero conseguir
Aceitar o que passou o que virá
Só por hoje vou me lembrar que sou feliz

Hoje já sei que sou tudo que preciso ser
Não preciso me desculpar e nem te convencer
O mundo é radical
Não sei onde estou indo
Só sei que não estou perdido
Aprendi a viver um dia de cada vez

Só por hoje eu não vou me machucar
Só por hoje eu não quero me esquecer
Que há algumas pouco vinte quatro horas
Quase joguei a minha vida inteira fora

Não não não não
Viver é uma dádiva fatal!
No fim das contas ninguém sai vivo daqui mas -
Vamos com calma !

Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu não vou me destruir
Posso até ficar triste se eu quiser
É só por hoje, ao menos isso eu aprendi

Yeah!

No meu momento Renato Russo...

Antes Das Seis

Legião Urbana


Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Vem e me diz o que aconteceu
Faz de conta que passou
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Daqui vejo seu descanso
Perto do seu travesseiro
Depois quero ver se acerto
Dos dois quem acorda primeiro
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém
Que um dia possa lhe dizer
-Quero ficar só com você
Quem inventou o amor?

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Eu tenho medo

Tenho medo.
Medo de descobrir que meus sonhos não duram para sempre.
Medo de saber que amanhã pode não ser o dia mais esperado do ano.
Medo de acordar e descobrir que não sou a mesma pessoa, refletida no espelho.
Medo de arriscar tudo que possuo e não valer a pena.
Medo de descobrir que o amor é apenas mais uma invenção humana.
Medo de viver experiências novas, pelo simples fato de estar insegura.
Medo de esquecer que meus olhos refletem meus mais intensos desejos.
Medo de tranformar-me naquilo que mais abomino.
Medo de perder meus verdadeiros amigos, por não reconhecer meus erros a tempo.
Medo de viver em constante mudança e não ter um ponto estável.
Medo de não encontrar o caminho de casa.
Medo de ficar sozinha, esquecida sem as pessoas queridas por perto.
Sou um ser que vive em constante mudança, sem saber ao saber onde vou parar.
Advinha o que almejo para o futuro da pessoa e não da profissional? Não sei.