domingo, 23 de agosto de 2009

Enfim.. ou isto ou aquilo?

Sempre pensei que o melhor da vida era correr riscos, alcançar o céu, conquistar o mundo.Parece que mudei de opinião. O ser humano é um ser mutável, ora quer isso, ora quer aquilo e assim vai. Já dizia, a poetisa, Cecilia Meireles:

“Ou se tem chuva ou não se tem  sol,
ou se tem sol ou não se tem chuva!
Ou se  calça a luva e não se põe o anel,
ou se põe o anel e não se calça a luva!
Quem sobe nos ares não fica no chão,
Quem fica no chão não sobe nos ares.
É uma grande pena que não se possa
estar ao mesmo tempo em dois lugares!
Ou guardo dinheiro e não compro doce,
ou compro doce e não guardo dinheiro.
Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...
e vivo escolhendo o dia inteiro!
Não sei se brinco, não sei se estudo,
se saio correndo ou fico tranqüilo.
Mas não consegui entender ainda
qual é melhor: se é isto ou aquilo.”

No meio dessas indecisões, descobri novas escolhas, novos caminhos, mas ainda não optei por nenhum.  Como diria Cartola, “ deixe-me ir… preciso andar… vou por ai… a procurar… sorrir pra não chorar…”. Talvez só precise de tempo. Mas o que adianta tempo se não se sabe por onde começar?

Enfim, procurar entender o porquê de certas escolhas é melhor deixar tudo como está e apenas viver.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Voltando ao início….

 

Arrumando meu guarda-roupa, advinha o que achei? Uma carta do dia 19 de maio de 2008. Claro que acabei (re)lendo ne. Como o tempo passou não é verdade? Eu nem percebi que rota as coisas estavam rumando.

Talvez esteja na hora de você saber o que penso, sem mentiras, sem falhas de caráter, sem que outra pessoa que não seja eu te conte. Enfim, o que escrevo a você serve para que outras pessoas saibam como me sinto. Nesse momento não quero máscaras.

Já fomos Batman e Robin, uma dupla inseparável !Já fomos como Mônica e Magali, Cebolinha e Cascão.  Já fomos muitas coisas. Escrevo por dois motivos: Agradeço e peço desculpas:

Agradeço por rir comigo;

Agradeço por beber comigo;

Agradeço por chorar comigo;

Agradeço por estar comigo em diversos momentos.

Desculpe-me pelos momentos que sumi;

Desculpe-me por se egoísta;

Desculpe-me por sentir ciumes, afinal amizade tem isso nee? rs;

Desculpe-me por não estar no momento que precisava, por ser egoísta demais;

Desculpe-me por não pedir desculpas antes, afinal você sabe que não sei fazer isso muito bem.

Saiba da sua importância, uma vez que é especial para mim. Não desejo ser piegas, siga em frente, busque. Amo você…  pode até não parecer mas é verdade.

“A amizade é como o sol, não precisa aparecer para saber que existe”

Um brinde a palavra Amizade \o/

 

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terça-feira, 7 de julho de 2009

Eu tô falando de irmandade.!

OgAAAMb552-94GB5osE6AwMse0R9eDcNT4-DRoSwNGShYodhqosHdbda9HnVdfd_QPjW5DDYDRBq8Dv3Gfbmt5wpIIAAm1T1UI9tjBxGB9MTV02GLUBFAaMlf9hM  “ Existem amigos mais chegados que irmãos”… Nunca pensei que isso, um dia, pudesse ser verdade.  Desde que nos conhecemos e pegamos intimidade, nunca havíamos discutido, brigado, repreendido, nada… nadinha.

Hoje não foi um dia comum. Nós brigamos, muito chato isso. Meu melhor amigo, meu irmão… meu cúmplice. Brigar é a mesma coisa que decretar que uma parte de mim se foi, levando com ele minhas melhores qualidades. O que seria do batman sem o robin? O que seria da Dandara sem o Junior?  Essa pergunta nem quero saber a resposta.

Não temos motivos para brigar, ele me conhece melhor que eu mesma as vezes… Sempre diz: “ você não sustenta em pé o que diz sentada”, mas é reciproco porque ele também não.! rss

Ciúmes? As vezes rola, as vezes damos muitos palpites… essas coisas… mas sempre é para o nosso próprio bem – pelo menos é o que dizemos.

Procuramos sempre respeitar nossas escolhas, mesmo que não concordemos  com algumas. Nossas escolhas nos fazem o que realmente somos, assim que iremos ser.

Queria agradecer pela amizade, pela irmandade e pelos momentos que passamos juntos, sejam eles bons ou ruins.

 

“ A gente não conhece amigos, reconhece-os”. Vinicius de Moraes

domingo, 5 de julho de 2009

Completando meu álbum…!

Sempre falo dos meus amigos, mas nunca os mostro. Alguns eu não tenho fotos, outros eu tenho várias!! Eles são importantes… cada qual na sua especificidade… Alguns cito nomes, porque são 24 horas juntos, nos reconhecemos pelo olhar..

Rimos, choramos, brigamos, mas isso td faz parte daquilo que se chama amizade… Aos verdadeiros amigos, façamos um brinde a boa e velha amizade!

Como se fosse … amanhã que não existe …

Uma música ecoa ao fundo, um jovem casal troca o primeiro olhar… mal sinal. Após uma taça de vinho e risadas gostosas, acontece o tão esperado PRIMEIRO BEIJO… putz, agora fud..!

Argh! Não estou com saco pra descrever histórias que nunca existiram. Preciso escrever, porque senão eu vou morrer sufocada pelas palavras que teimam em não aparecer na hora certa!

É estranho, não entendo por que certas situações acontecem? Queria gritar, dizer que nada mudou, fingir perdoar os erros do passado e seguir em frente… não dáa!! Não consigo voltar atrás, não consigo dizer o que sinto. Que idiota sou, isso tudo parece mera bobagem quando você aparece e meus olhos faíscam de ódio, mas no fundo… não quero nomes… tenho medo de descobrir o que é.

Você sabia que eu era feliz antes de você aparecer? Tinha a vida perfeita: baladas, amigos, grau de alcoolismo exacerbado, tudo sem a menor preocupação! Mas, ai você apareceu… e eu quis mudar tudo… IDIOTA, isso que eu sou! Você não merece!

Quero gritar, chorar, mas não consigo! Pelo menos sentir raiva eu gostaria! Mas, não rola. É inútil pensar e tentar agir assim! Sejamos honestos com nós mesmos: Não existe espaço pra conto de fadas na vida real.

É isso que somos: um conto de fadas… entristeço-me porque gostaria que fosse real… mas não dá! Não tente voltar atrás, porque só adiaríamos o fim… Então, você conhece a saída ta? Feche a porta e “não ligue se acaso meu pranto rolar, tudo bem/Me deseje só felicidade, vamos manter a amizade/Mas não me queira só por pena/Nem me crie mais problemas”.

Estamos entendidos ne? Agora eu preciso de sentar e procurar esquecer….

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cadê o final feliz?

Todas as histórias começam com “Era uma vez”, mas essa aconteceu por acaso. E como se sabe no acaso não existe essa coisa de “ era uma vez” e muito menos de principes encantados, mas existe o final feliz que talvez essa história não tenha.

Revirando o baú das recordações não encontrei nada de útil, que pudesse me ajudar na descrição dessa personagem. Revirei os álbuns de fotos, aquelas fotos que você guarda porque de algum modo elas representam algo pra você? Então, também não encontrei nada.

Percebi que estava muito dificil encontrar algo, que me fizesse compor essa personagem. A memória é traiçoeira e por isso, havia decidido não consultá-la  até o momento. Não tinha outra saída, era necessário relembrar, mas era tão ruim que diversas vezes resolvi deixar o assunto de lado.

Juntando todas as forças, relembrei todas os momentos de alegria, cumplicidade, carinho, afeto que existiam nessa história em comum com todas as outras histórias. Depois de lembrar risadas gostosas, abraços apertados, troca de olhares, veio a hora de recordar as brigas, as desavenças, os gritos, as mágoas, os dias de chuva solitários, as noites mal dormidas, os dias que o telefone não tocava, os maus tratos, as humilhações, enfim coisas que não se contam nos contos de fadas.

Estranho que não encontrei o final feliz dessa história. Será o que perdi? Ou nunca o achei? Após muita reflexão, desisti de encontrar o final, embora saiba que essa história irá marcar eternamente, não pelas brigas, nem pelos dias de sol, mas pelo simples olhar trocado a primeira vez pelo inexplicavel casal. Como explicar o inexplicável? Isso eu já não sei, apenas compreendo que mesmo sem final feliz, as histórias podem ter um recomeço.

1

 

 

 

 

 

domingo, 24 de maio de 2009

O Rei, a Raposa, o Rouxinol e o dia do Sim.

Era mais um dia comum na floresta. O Rei repousava sua juba a sombra de uma árvore quando ouviu uma conversa do Macaco com a Girafa:
- Eles vão mesmo se casar – disse o macaco.
- Mas que coisa mais esquisita! - Completou a Girafa.
Como não houve maiores comentários, o Leão sentiu-se obrigado a intrometer-se na conversa e averiguar de vez sobre quem falavam, afinal, se alguém quisesse se casar na sua floresta, o Rei precisava saber.
- Ora! Então não viu os convites, Majestade? Estão por todas as árvores!
Olhando para cima, o Leão leu:


“Juntos, não há estrelas que não possamos alcançar, nem sonhos que não possamos realizar”
Raposa e Rouxinol
Convidam a todos para a linda festa do SIM, que acontecerá nesta Floresta no primeiro dia de primavera...


- Não pode ser! A Raposa e o Rouxinol pretendem se casar?
- Por que não, majestade? – perguntou a Girafa, assustada e curiosa.
- Por quê? Oras! Porque desde a Arca de Noé que é cada macaco no seu galho!
Atordoado, o Rei retirou-se. Precisava impedir tal despautério.
Depois de sua saída, a Girafa:
- Tadinho do Rei, pareceu nervoso.
- Que nervoso que nada! (completou o Macaco) Isso é medo!
- Medo de quê, criatura divina?
- Deus me livre de fofoca - falou batendo a mão nas bochechas alternadamente- mas ouvi dizer que o casamento dele não vai muito bem... Anda cismado em perder a realeza, porque a Leoa, embora da mesma espécie, é muito diferente dele...

Ele sempre teve medo
Dos raios da chuva
E ela sempre teve medo
Dos pingos do sol
E ele sempre teve medo
Do sol, da chuva
Do casamento da raposa com o rouxinol
E ele sempre teve medo
De abrir a boca
Ela sempre teve medo
De perder a voz
Ele sempre teve medo
De mirar a mesa
Quebrar a louça
E não poder voltar atrás (1)

Quando o Macaco terminou, a Girafa deu de ombros, ou melhor, teria dado de ombros caso tivesse um, e foi-se embora.
No dia enfim em que as flores apareceram, a bicharada reuniu-se próxima ao lago da Floresta esperando a chegada dos noivos. Primeiro veio o Rouxinol, muito delicado e bem vestido, pousou sobre a pedra e aguardou o apontar de sua noiva.
Quando a Raposa apareceu, o Rouxinol soprou suave seu lindo canto e a Raposa seguiu a voz de seu querido. Todos ficaram emocionados com aquela cena. Todos, menos o Leão que aguardava o momento certo para o “ataque”.
A Lebre comandava a cerimônia o mais rápido que podia temendo a interrupção do Rei, mas logo na hora em que perguntava

- Sr. Rouxinol e Sra. Raposa, é de livre e espontânea vontade que pretendem unir suas espécies neste dia de primavera?
O Rei foi mais ágil que o “SIM” dos noivos e rugiu:
- Arrrrrrghhhhh!
Daí foi a maior correria: era bicho que voa pulando na água, era bicho peludo tentando voar; e o Rei cheio de autoridade:
- Esse casamento não pode acontecer! Pense bem dona Raposa: você é ágil, forte e grande, o que pode querer com o Rouxinol, uma minúscula ave que só pode mesmo cantar?
O Rouxinol e a Raposa não disseram que “não”. Apenas se olharam. O Rei continuou:
- Rouxinol... Você voa! Pode ganhar o mundo! Como ficar preso a terra com uma Raposa?
A Raposa e o Rouxinol não disseram que “sim”. Apenas se entreolharam, e o Leão esbravejou:
- Não adianta! Eu ainda sou o Rei da Floresta e enquanto juba eu tiver, vocês não casam! Eu sou o Rei e decido as leis por aqui! Continua tudo igual, continua cada bicho em seu lugar!
Dizendo isso, saiu.
Todos saíram.
Menos os noivos que ficaram se olhando, buscando o entendimento para tanta ira.
Não encontraram respostas.
Não legitimaram seu “SIM” naquela tarde de primavera.
Não souberam que o Rei era metido, mas sabia das coisas.
Sim. Ele sabia que daquela união poderia nascer um animal forte como a Raposa e encantador como o Rouxinol...
O Leão sabia que isso podia acontecer e teve medo.
Teve medo do novo.
Teve medo de novo.
Teve medo do sol e da chuva.
Teve medo do casamento da Raposa com o Rouxinol.

Moral da História: Quando o Leão é medroso, Raposa e o Rouxinol namoram, mas não dizem SIM.



* (1) O Casamento da Raposa com o Rouxinol, composição de Alceu Valença.

By : Clara Rohem ^^ no rol das melhores amigas

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Quase um conto de fadas...

Quem nunca ouviu uma palavra e achou q fosse sincera? Quem nunca pensou que quando duas pessoas se gostam, elas precisam ficar juntas? Enfim, quem nunca pensou estar vivendo um conto de fadas e descobrir-se num pesadelo?
É dessas histórias que procuro fugir, não entender, nem explicar apenas sentir. Sentimento ruim que aflige a alma e magoa pessoas que não queremos machucar mas por fim é isso q fazemos. Por que é tão dificil ficar distante dos problemas, se eles não te procuram tanto assim? Por que correr atrás da felicidade se ela mesma não quer te alcançar? São tantas perguntas e nenhuma resposta...
Talvez eu precise de ajuda, ou ao menos colocar minha cabeça no lugar... Eu preciso de um único instante pra saber se é verídico ou não... Eu preciso Viver....

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Salve Jorge.!


Oração

Chagas abertas, Sagrado Coração todo amor e bondade, o sangue do meu Senhor Jesus Cristo, no corpo meu se derrame hoje e sempre.
Eu andarei vestido e armado, com as armas de São Jorge. Para que meus inimigos tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me exerguem e nem pensamentos eles possam ter para me fazerem mal.
Armas de fogo o meu corpo não o alcançarão, facas e lanças se quebrarão sem ao meu corpo chegar, cordas e correntes se arrebentarão sem o meu corpo amarrarem.
Jesus Cristome proteja e me defenda com o poder de sua Santa e Divina Graça, a Virgem Maria de Na
zaré, me cubra com o seu Sagrado e divino manto, me protegendo em todas minhas dores e aflições, e Deus com a sua Divina Misericórdia e grande poder, seja meu defensor, contra as maldades de perseguições dos meus inimigos, e o glorioso São Jorge, em nome de Deus, em nome de Maria de Nazaré, e em nome da falange do Divino Espírito Santo, me estenda o seu escudo e as suas poderosas anulas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, do poder dos meus inimigos carnaise espirituais e de todas sua más influências, e que debaixo das patas de seu fiel ginete, meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós, sem se atreverema ter um olhar sequer que me possa prejudicar.
Assim seja com o poder de Deus e de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.
Amém.

domingo, 19 de abril de 2009

Ainda com Renato Russo...

Quando Renato Russo escreve nem tenho como dizer nadaa...

Só por Hoje

Legião Urbana


Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu espero conseguir
Aceitar o que passou o que virá
Só por hoje vou me lembrar que sou feliz

Hoje já sei que sou tudo que preciso ser
Não preciso me desculpar e nem te convencer
O mundo é radical
Não sei onde estou indo
Só sei que não estou perdido
Aprendi a viver um dia de cada vez

Só por hoje eu não vou me machucar
Só por hoje eu não quero me esquecer
Que há algumas pouco vinte quatro horas
Quase joguei a minha vida inteira fora

Não não não não
Viver é uma dádiva fatal!
No fim das contas ninguém sai vivo daqui mas -
Vamos com calma !

Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu não vou me destruir
Posso até ficar triste se eu quiser
É só por hoje, ao menos isso eu aprendi

Yeah!

No meu momento Renato Russo...

Antes Das Seis

Legião Urbana


Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Vem e me diz o que aconteceu
Faz de conta que passou
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Daqui vejo seu descanso
Perto do seu travesseiro
Depois quero ver se acerto
Dos dois quem acorda primeiro
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Quem inventou o amor?
Me explica por favor
Enquanto a vida vai e vem
Você procura achar alguém
Que um dia possa lhe dizer
-Quero ficar só com você
Quem inventou o amor?

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Eu tenho medo

Tenho medo.
Medo de descobrir que meus sonhos não duram para sempre.
Medo de saber que amanhã pode não ser o dia mais esperado do ano.
Medo de acordar e descobrir que não sou a mesma pessoa, refletida no espelho.
Medo de arriscar tudo que possuo e não valer a pena.
Medo de descobrir que o amor é apenas mais uma invenção humana.
Medo de viver experiências novas, pelo simples fato de estar insegura.
Medo de esquecer que meus olhos refletem meus mais intensos desejos.
Medo de tranformar-me naquilo que mais abomino.
Medo de perder meus verdadeiros amigos, por não reconhecer meus erros a tempo.
Medo de viver em constante mudança e não ter um ponto estável.
Medo de não encontrar o caminho de casa.
Medo de ficar sozinha, esquecida sem as pessoas queridas por perto.
Sou um ser que vive em constante mudança, sem saber ao saber onde vou parar.
Advinha o que almejo para o futuro da pessoa e não da profissional? Não sei.

domingo, 12 de abril de 2009

Mais um conto de fadas...

Numa cidade muito longe daqui, com problemas que parecem os daqui, morava uma menina chamada Cindy.
Cindy, era alta, esguia, possuía olhos verdes como as matas, pele e cabelos negros como a noite. Trabalhava numa floricultura, para ajudar no sustento de sua familia composta por três irmãos pequenos e uma mãe já em idade avançada, cursava administração para ter um futuro melhor. Cindy, sonhava com viagens ao redor do mundo, conhecer pessoas em diferentes locais, falar outros idiomas, enfim sonhava em voar bem alto, mas sem nunca esquecer de suas raízes.
Um belo dia, quando voltava do curso encontrou um forasteiro, que mais parecia ter saído das telas de hollywood. O homem era másculo, diferente dos que ela conhecia. Então, ele se aproximou, puxou assunto, a fez sorrir, suspirar e fantasiar. No final de um ano de namoro, ele a pediu em casamento. Ela estava apaixonada, inconsequente, o considerava o próprio principe encantado, aceitou o pedido.
Conforme o tempo foi passando, os preparativos estavam quase prontos, ela teve medo. Medo do "sim" no altar; medo de não conseguir realizar seus sonhos; medo de descobrir que o casamento era uma etapa que ainda não estava preparada, enfim medo de estar fazendo a coisa errada.
Procurou na cidade, uma pessoa que todos chamavam de oráculo. Contou seus dilemas, suas crises, seus medos e perguntou o que devia fazer. O oráculo apenas respondeu que ela deveria ter raízes e asas.
Sem entender direito o que significava, Cindy resolveu partir. No meio da noite, juntou suas coisas e foi embora daquela cidade onde viveu por muitos anos. Tornou-se uma administradora de sucesso, viajou pelo mundo e conseguiu tudo que o dinheiro podia comprar menos uma coisa: a certeza de um amor pra vida toda.

O medo, na maioria das vezes, nos faz perder grandes chances na vida. Eu tenho medo do escuro e você?

domingo, 29 de março de 2009

Como fabricar um bandido - Des. Siro Darian

Escolha uma criança, de preferência negra e de uma família de prole numerosa; é recomendável o sexto ou sétimo filho, e que o pai seja omisso no cumprimento do exercício do poder familiar e sequer tenha registrado seu filho. Os irmãos devem preferencialmente ser de pais diferentes e, a mãe, se não for alcoólatra , deve estar desempregada. Deve residir em comunidade onde o poder público só comparece para trocar tiros e deixar vítimas. Esta não pode ter escola, nem posto de saúde e deve receber com frequência a visita do "caveirão". Será fácil achar essa comunidade no Rio de Janeiro.

Ensine, desde cedo a essa criança, que ela não é amada, que é rejeitada por sua própria mãe, que a todo instante demonstra sua insatisfação com a maternidade. Para tanto, espanque-a pelo menos três vezes ao dia para que ela saiba que, na vida, tudo tem que ser tratado com muita violência. Impeça qualquer possibilidade de desenvolver-se sadia, pois esse fato estragará todo seu projeto. Importante: repita sempre para essa criança que ela é má, coisa ruim e odiada pela família, principalmente porque chegou para dividir o pequeno espaço que os abriga e a escassa alimentação.

Pode-se optar por deixá-la em casa, na ociosidade, afinal faltam vagas nas creches do município, ou se preferir, encaminhe-a para uma escola onde os professores faltem muito e que as greves sejam frequentes, caso contrário ela pode correr o risco de gostar de estudar e aí ser muito dificil continuar analfabeto, o que pode colocar em risco seu projeto.

Na escola, procure discriminá-la e desestimular seu estudo, reprovando-a sempre. E, se praticar alguma traquinagem, expulse-a da escola. Importante também: não permita que seja alfabetizada porque ela pode desejar entrar no competitivo mercado de trabalho e ocupar espaço reservado aos filhos das elites.

Outra opção interessante é colocar a criança para trabalhar desde muito cedo. Infância pra que? Perder tempo com brincadeiras não é coisa para criança favelada. Tem mesmo que ganhar a vida muito cedo e ainda trazer dinheiro para sustentar a família faminta. A rua está cheia de espaço público para que elas fiquem vendendo balas e jogando bolinhas até que possa ser " usada" na exploração sexual, uma atividade lucrativa muito estimulada por adultos.

Fragilize-a. Não permita qualquer acesso à saúde; médicos e medicamentos devem ser mantidos à distância. Os hospitais públicos devem ser sucatados. Afinal, é preciso garantir os lucros cada vez maiores dos poderosos planos de saúde. Para acelerar sua debilidade, aproxime-a das drogas; a cola de sapateiro é um bom começo a ajudar a "matar a fome". Se usar maconha, prennda logo esse marginal por estar usando uma droga tão cara já que têm disponível a cola e o "crack" muito mais baratos.

A campanha pela redução da responsabilidade penal é imprescindível para pôr logo esses " perigosos bandidos" na cadeia. Afinal são eles os grandes responsáveis por tanta violência ainda que os índices oficiais não cheguem a 2% dos atos violentos atribuídos aos jovens, e o Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro tenha constatado que eles são agentes de violência num percentual de 9,8% contra 91,2% onde são vitímas. Pura manipulação dos dados para favorecer estes " trombadinhas". Reduzindo a responsabilidade penal você fica livre mais rápido dessa "sujeira" que ocupa os logradouros públicos, denunciando a imcopetência dos administradores públicos para implementar as políticas necessárias para a promoção dos excluídos à categoria de cidadãos.

É claro que eles já têm maturidade para responder por seus atos criminosos. Afinal, assistem diariamente às nossas pedagógicas novelas e são informados pelos despretensiosos noticiários, que mesmo tratando o telespectador como a família FLINSTONES, a mídia jamais influencia a nossa "livre " opinião. E, claro, todas as crianças e adolescentes do Brasil têm à sua disposição as melhores escolas do mundo.

A educação pública também deve ser da pior qualidade. Onde já se viu o ensino público competir com os tubarões do ensino particular? Caso isso venha a ocorrer, como manter os altos preços das mensalidades escolares? E a queda do,lucro- e isso, nunca! Aquela idéia maluca de construir escolas de atendimento integral, com médicos , dentistas, atividades profissionalizantes prática esportiva felizmente já saiu de pauta. Ficamos livres daqueles insanos, que já morreram. Queriam aplicar todo nosso dinheirinho dos mensalões e sangue suga em educação. Que desperdicio!

Pode-se até fazer concessões com relação ao lazer. Deixe-a soltar pipas e foguetes, somente se estiver a serviço dos bandidos. Isso pode ser muito lucrativo para essa criança. O tráfico dá a ela oportunidade que os empresários negam, de participar na divisão das riquezas com seu " trabalho ilícito". Pode-se permitir, também que brinque de mocinho e bandido e que as armas sejam de verdade, assim morrem mais rápido. As estatísticas mostram essa realidade.

O direito à convivência comunitária lhe deve ser assegurado, mas com ressalvas. Mantenha-a em uma comunidade comandada para bandidagem. Ali ela não terá outra opção? ou adere ou morre. Se aderir, isso será por pouco tempo, porque logo será presa; é mais fácil prender crianças como "bucha de canhão" do que os adultos que as exploram e coagem; ou então, logo ela será um número nas estatísticas do extermínio. Vez por outra, deixe-a fazer um estágio nas " escolas de infratores". A convivência com outros adolescentes de mais idade, que praticam infrações mais graves, poderá aperfeiçoá-la e promovê-la a outra categoria do crime. Detalhe: essa "escola" deve estar à margem das normas do ECA e os "educadores" devem odiar crianças e estar sempre munidos de palmatórias e cassetetes. Não lpode essa escola ser dotada de qualquer proposta pedagógica, porque corre o risco de desviar o adolescente de seu destino criminológico.

Providencie uma poderosa campanha publicitária na mídia para que a opinião pública eleja essa criança seu inimigo público número um. Exiba sempre, nas primeiras páginas dos jornais, toda e qualquer infração praticada por criança ou adolescente, ainda que essa violência a eles atribuída seja uma raridade. Repita, sempre, nos maiores jornais e emissoras de televisão que ela é uma perigosa assassina, responsável por toda a violência existente no país. Nunca admita a efetivação dos preceitos constitucionais que lhe garantem direitos fundamentais que são costumeiramente desrespeitados pela família, pelo Estado e pela sociedade. Nunca diga que ela é vítima da omissão e da ausência de políticas básicas; isso pode ser considerado demagogia e a até causarem você de defensor dos direitos humanos, o que é um conceito pejorativo no meio dos humanos.

Com uma campanha desse tipo, garante-se que os verdadeiros bandidos e mafiosos ficarão em segundo plano. Corruptos fraudadores, ladrões do dinheiro público só merecem publicidade uma vez por outra para disfarçar. A ênfase maior deve se dada ao "pivete", "trombadinha" e "dimenor".

Nunca deixe que se faça uma campanha para a colocação em família substituta: isso pode reduzir em muito exército dos excluídos e considerar mais uma forma desleal de competição com nossos "mauricinhos" e "patricinhas".

Tudo que você proíbe a essas crianças estimule aos outros adolescentes. Deixe que frequentem boates promíscuas onde podem exercitar suas carências afetivas agredindo os outros e usando drogas. Lá a venda de bebidas alcoólicas é livre para adolescentes abastados. O sexo é livre e sem limites. Nossos filhos precisam aprender a serem "homens" desde cedo. O acesso às drogas é permitido e até estimulado. Deixe que essa criança perceba que existe essa diferença no tratamento aos cidadãos que vivem sob a mesma lei. Isso servirá para aumentar as diferenças sociais, o ódio e a frustração de não pode ser tratada como o outro.

Pronto, você conseguiu, finalmente, criar seu monstro. Agora conviva com ele.

Enfim, galera dá pra se indignar ou não?

quarta-feira, 25 de março de 2009

♪ All Star ... ♪ Nando Reis

Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as índias mas a terra avistou em você
O som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário

Estranho é gostar tanto do seu all star azul
Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras
Satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador
Aperto o 12 que é o seu andar não vejo a hora de te reencontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem ficou pra hoje

Estranho mas já me sinto como um velho amigo seu
Seu all star azul combina com o meu preto de cano alto
Se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço
O tom que eu canto as minhas músicas para a tua voz parece exato

terça-feira, 24 de março de 2009

Lembranças de um tempo bom...

" Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
da minha infância querida
que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
á sombra das bananeiras,
debaixo dos laranjais.!" ( Casimiro de Abreu)


Que versos lindos não? Me fazem refletir sobre um tempo que não irá voltar, mas que foi maravilhoso. Minha Infância. Cheia de descobertas, aventuras, machucados e muitas risadas. Assim foi a Infância.
Acho que foi a melhor fase, talvez por isso que preservo em mim a criança interior, para nunca deixar de ser feliz.
É tão bom ser criança! Ainda mais quando descer um morro de bicicleta parece estar num rali; subir na árvore vira uma busca interminável pelo topo; ficar no balanço é como dar a volta ao mundo; os machucados parecem marcas de guerra, enfim tudo parece uma busca interminável pelo desconhecido.

Sorrio ao lembrar de todas as estropolias infantis, as perguntas dificieis que os pais não conseguiam responder, os medos, os atos corajosos que se tem nessa idade, as fantasias, a vontade de viver. Me preocupo com as pessoas que não tiveram esse momento e me pergunto: Será possivel existir pessoas que não se divertiam? Como serão essas pessoas? A resposta aparece amarga e dolorosa mas, não é disso que estamos falando.
Estamos falando de sorrisos, o primeiro amor... Quem ainda se lembra do primeiro amor? Tão inocente, tão puro e ao mesmo tempo diferente ... Que fasee... é tão bom quando ele permanece na sua vida por tanto tempo que se eterniza.
Ainda me lembro dele... primeiro amor... coisa de criança.. brincadeiras ... descobrindo juntos essa coisa novaa... rss! Hoje mais parece uma coisa idiota, talvez porque não tenha mais aquela inocência, a curiosidade já não se parece em nada com o passado, já existe dor, mágoas, e muita saudades daquele tempo em que tudo era festa...

domingo, 15 de março de 2009

Eu e Fernando Pessoa ...

Fernando Pessoa, teve alguns heterônimos, com características próprias , estilo e biografia. Ricardo Reis foi um deles, onde deixo aqui uns simples versos :

"Sim, sei bem
que nunca serei alguém.
Sei de sobra
que nunca terei uma obra.
Sei, enfim,
que nunca saberei de mim.
Sim, mas agora,
enquanto dura esta hora,
este luar, estes ramos,
esta paz, em que estamos,
Deixem-me crer
O que nunca poderei ser."

Fico me perguntando, o que eu gostaria de ser? Será é realmente isso que eu queria mesmo? Ser essa pessoa é realmente o que eu deveria ser? Dúvidas demais pra um garota de 20 anos não acha?Quando parece que tudo está dando errado, otimista como sou, penso que no fim tudo vai ser acertado e terá seu merecido final feliz. Acho que assisti shrek demais =p!
Contos de fadas à parte, e quando você começa agir como um perfeito idiota e as pessoas te julgam? Como diria Álvares de Campos - Fernando Pessoa :

"Toda a gente que conheço e que fala comigo
nunca teve um ato ridiculo, nunca sofreu enxovalho,
nuca foi senão príncipe - todos eles príncipes- na vida...

[...]

Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?

Poderão as mulheres não os terem amado,
podem ter sido traídos - mas nunca ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que tenho sido vil, literalmente vil,
Vil, no sentido mesquinho e infame da vileza"

Me identifico muito com esse poema, porque sempre estou tendo atos ridículos, sempre aprontado uma ! Como diz uma amiga minha, " Você não bate bem da cabeça". Reconheço, sou impulsiva, cometo gafes e demoro pra perceber o meu erro, quando não o percebo tarde demais e não tem mais como remediar.
Na verdade, acho que tenho medo. Acabo sempre na defensiva e quando acho que as pessoas estão se aproximando muito, acabo cometendo erros, algumas vezes imperdoáveis. Relacionar-se com as pessoas não é uma tarefa muito fácil, ainda mais pra mim! Sou muito comunicativa, gosta de zuar mas, tem hora que sou muito explosiva e acabo por ter um comportamento meio grosseiro e atitudes não muito educadas.
Seria bom se todas as vezes, que isso acontecesse existisse uma borracha. Ma só mesmo o futuro para aplacar os erros cometidos no passado. Enquanto isso, permaneço entre la poesie et de boissons ;)

quinta-feira, 12 de março de 2009

Envolvida por Drummond.

Ser - Carlos Drummond

O filho que não fiz
hoje seria homem.
Ele corre na brisa,
sem carne, nem nome.

Ás vezes o encontro
num encontro de nuvem
apóia em meu ombro
sem ombro nenhum.

Interrogo meu filho,
objeto de ar:
em que gruta ou concha
quedas abstrato?

Lá onde eu jazia,
responde-me o hálito,
não me percebeste,
contudo chamava-te
como ainda te chamo
(além, além do amor)
onde nada, tudo
aspira a criar-se.

O filho que não fiz
faz-se por si mesmo.


Nesse momento, não sei o que essa poesia pode significar. Mas quando a leio sinto que alguns sentimentos, que estavam adormecidos renascem. Não tenho muito tato para lidar com meus próprios sentimentos e muito menos quando outras pessoas estão envolvidas.
Sempre me pergunto, o que está acontecendo? Como se o espelho fosse me responder, mas isso não acontece. Apago a luz, fecho a porta do meu quarto e tento mais uma vez dormir e ter sonhos... Sonhos? Por que eles nunca me trazem boas recordações quando os recordo? Não era pra me sentir mais aliviada quando acordo?
Não o sei o que falta em mim, só sei que tem uma parte que não está se encaixando e não sei onde encontrá-la. Será que a perdi, ou nunca tive?
Envolta por esses pensamentos, sempre bate um sentimento de culpa, mesmo que não saiba pelo quê exatamente. O que está acontecendo comigo?! Não sei... e ainda não encontrei a resposta de mais uma pergunta que me faço nesses anos.

quarta-feira, 11 de março de 2009

Cotidiano II

Eu Nunca Disse Adeus

Capital Inicial


Eu não sei o que eu tô fazendo
Mas, eu tenho que fazer
Aquela noite que eu te conheci
Eu acho, que nunca vou esquecer...

Um momento, quase perfeito
Inocente em seus defeitos
Tudo que é bom dura pouco
E não acaba cedo...

Agora, pra sempre
Foi embora
Mas eu nunca disse adeus
Agora, pra sempre
Foi embora
Mas eu nunca disse...

Eu disse vambora
Tô meio tonto
Preciso respirar lá fora
Me leve para a sua casa
Eu quero dormir
Onde você mora
Eu passando mal
E você ria
Tanto barulho
Eu não entendia
Mas concordava sem saber
Com tudo o que você dizia
Se me pedisse
Pra pular de um prédio
Eu diria sim
Qualquer coisa
Pra você gostar de mim

[refrão]

Eu perdi o rumo
E comecei a delirar
Acho que prometi até parar
De beber e de fumar
De repente a noite acaba
E todo mundo some
E me lembrei
Que eu esqueci
De perguntar o seu nome
Sem endereço nem direção
Por onde começar
Qualquer coisa pra poder
Te encontrar...

[refrão]

Eu não como, eu não rio
Eu não sei o que é adormecer
Me desculpe se eu fechar os olhos
E desaparecer....

terça-feira, 10 de março de 2009

Comendo pra aliviar o tédio.

Enquanto como um delicioso sanduiche de queijo, meia noite, procuro aliviar o tédio que me afligiu com a voltas aulas. Gentee, nunca pensei que a semana de trote fosse trazer lembranças tão nostalgicas comos as que tive...
Assim que entrei na facu, diga-se UFRRJ, achava tudo um máximo. Tinha a sensação de que tinha vencido um obstáculo na minha vida profissional, fiquei super feliz! Cursar pedagogia numa universidade pública era um sonho!
Com a facu vieram outras coisas, como uma nova visão de mundo, viagens, amigos, noites no bar, amigos de novo ... É muito bom curtir, poder aproveitar tudo isso sabe? Claro que os dias não foram só de glória né, tiveram as tardes estudando pra prova pica de um professor super chatoo!, os seminários que sempre me deixam nervosa! Enfim, também se estuda na Facu rs!!
Mas agora parece tudo tão tedioso!! Monotono, todo período a mesma coisa, a recepção do povo que entraa. O que mais gosto é rever meus amigos, estar com eles só isso.
Bem o sanduba já acabou e minha paciência também, o sono já bateu e eu continuo em volta por um tédio. Que merda =x!!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Senta aí e toma um copo comigo ...

Hoje está muito quente! Aceita um copo de cerveja em quanto tem conto um caso? ;)
Pois então estava lendo "A Cabana", de William P. Young, que por sinal achei fascinante. O livro conta a história de um homem martirizado pelo assassinato brutal de sua filha de seis anos que é sequestrada durante um fim de semana no camping e sua reconcialição com Deus.
Estranho pensar no reecontro desse homem com Deus, uma vez que ele o julga culpado por todos os males que acontecem na humanidade. É apresentado no livro um Deus, diferente daquele imposto pelas religiões como um ser impiedoso e autoritário. William mostra um Deus, amoroso, de paz que procura nos relacionamentos humanos a sua essência.
Engraçado né, talvez pelo fato de não me considerar um ser de muita fé e muito menos acreditar que a Igreja como instituição possa nos redimir.
A história é bem interessante, nos faz ver que apesar de todas as dificuldades e provações sempre podemos contar com o ser supremo.

Bem, essa história ao mesmo tempo que me confortou me trouxe uma revolta por causa da história da menina de 9 anos que havia sido estuprada pelo padrasto. Um absurdo, não sei o que faria no lugar dessa mãe , ainda mais quando descobrisse que a menina havia ficado grávida desse canalha.!
E além de tudo a Igreja ainda excomunga os médicos que fizeram o aborto na menina, mas não excomunga o homem que cometeu esse ato tão vil. Pedofilia é uma das poucas coisas que consegue fazer com que eu me descontrole. Não admito que crianças sejam usadas, para satisfazer o desejo insano de algumas pessoas.
Enfim, leiam "A Cabana" quem quiser eu empresto =P!!
Até o próximo copo de cervejaa =P

domingo, 8 de março de 2009

Cotidiano I

"Hoje.. Hoje é meu dia de sorte/ hoje é proibido dormir"

Como diria Casimiro de Abreu: "Oh! que saudades que tenho/ da aurora da minha vida/ da minha infância querida/ que os anos não trazem mais!."

Com esses doi trechos começo a escrever sobre eles. Pessoas que me completam, me divertem, que me fazem sentir bem. Meus queridos A.M.I.G.O.S
Estranho pensar em como seria minha vida sem a existência deles, não consigo imaginar no que faria se eles não existissem. Quem eu seria?
Óbvio que nem tudo são flores. Tivemos nossas brigas, nossas desavenças mas tivemos também momentos de conforto, risadas no meio do nada, choramos por amores perdidos, nos encontramos pra enfrentar coisas que desconheciamos, enfim sempre estivemos juntos.
Não importa o tempo que nos conhecemos, até porque a amizade se consolida com o tempo e não surge devido a ele. Engraçado como ás vezes parece que nossos amigos são tão diferentes de nós e ao mesmo tempo tão iguais.!
Nunca fiz AMIGOS BEBENDO LEITE, mas poxa é tão bom ir para o bar com eles! ^^ Acredito que um dia alguns de nós iremos nos separar, mas sempre lembraremos dos dias bebendo juntos, fazendo arruaçaa, nossas brigas, nossas perdas, nossos achados ( que foram muitos). Mesmo que os meninos apenas falem de sexo, futebol e mulheres e nós meninas falemos de futebol, homens e sexo =P! Nunca esqueceremos que um dia FOI PROIBIDO DORMIR!.

La Poésie et des Boissons

Titulo meio sugestivo não? Na verdade, nem um pouco. Para quem não sabe signfica entre poesias e bebidas. Uma maneira que encontrei de me descrever foi essa. Talvez porque eu passe muito tempo envolta por Casimiro de Abreu, Carlos Drummond, Fernando Pessoa, Alváres de Azevedo, etc.. Pra desfrutar da leitura desses meus companheiros sempre tenho acompanhando uma bebida, nem sempre alcoolica, mas sempre geladaa! =)

Nesse momento estou curtindo meu momento Fernando Pessoa com o seguinte poema em mente:

"Não sou nada. Nunca serei nada. Não posso querer ser nada. Á parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo."

Incrivel como isso pode ser verdade! Ás vezes é melhor deixar as coisas acontecerem naturalmente, porque quando se tem expectativas geralmente dá-se errado e perdemos o controle de tudo, acabamos fazendo coisas das quais nao queriamos e nos arrependemos depois. Gostaria de saber como tudo irá terminar, mas como se ainda nem começamos ?

O poeta bem que dizia: "Tudo vale a pena, quando a alma não é pequena".